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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Por um momento só... por um simples momento...

Nem sempre somos quem queremos ou quem poderíamos ser. Nem sempre vamos onde queremos ou poderíamos ir. Para os que dizem que a vida tem limites, claro que os tem, somos nós que os impomos, a gravidade e a lei…
Por um único momento, gostaria de ser capaz de compreender a mente do Homem, o que nos move, o que nos faz sorrir, odiar ou amar. Por um momento só, gostaria ter a cura para a maldade humana, eliminar todas as doenças e alimentar os pobres.
Nem sempre fui o que quis ou o que poderia ser, nem sempre fui onde quis ou poderia ter ido. Para os que dizem que a vida tem limites, claro que os tem e está na altura de os ultrapassar, o racismo, preconceito, egoísmo e preguiça.
Por um simples e único momento, gostaria de ser o sol, aquecer o coração humano, fazer esquecer o ódio e ensinar o conceito metafísico do amor. Por um só momento, gostaria de ter a sapiência para ensinar ao Homem o que é a igualdade, o prazer de dar e a capacidade de sonhar sempre mais além.
Se a vida deveria ser simples, então, porque razão, constante e repetidamente a complicamos?
Ouve, sente e olha, tu és o futuro, o teu. A vida, essa, é de facto simples, curta e valiosa.