Nem sempre somos quem
queremos ou quem poderíamos ser. Nem sempre vamos onde queremos ou poderíamos
ir. Para os que dizem que a vida tem limites, claro que os tem, somos nós que
os impomos, a gravidade e a lei…
Por um único momento,
gostaria de ser capaz de compreender a mente do Homem, o que nos move, o que nos
faz sorrir, odiar ou amar. Por um momento só, gostaria ter a cura para a
maldade humana, eliminar todas as doenças e alimentar os pobres.
Nem sempre fui o que quis
ou o que poderia ser, nem sempre fui onde quis ou poderia ter ido. Para os que
dizem que a vida tem limites, claro que os tem e está na altura de os
ultrapassar, o racismo, preconceito, egoísmo e preguiça.
Por um simples e único
momento, gostaria de ser o sol, aquecer o coração humano, fazer esquecer o ódio
e ensinar o conceito metafísico do amor. Por um só momento, gostaria de ter a
sapiência para ensinar ao Homem o que é a igualdade, o prazer de dar e a
capacidade de sonhar sempre mais além.
Se a vida deveria ser
simples, então, porque razão, constante e repetidamente a complicamos?
Ouve, sente e olha, tu és
o futuro, o teu. A vida, essa, é de facto simples, curta e valiosa.