Café da manhã, rito de passagem para o mundo laboral,
escassos minutos de gloriosa solidão. Muito, mesmo muito, especial…
Arriscando tornar esta visão numa imagem paródica, há que
imaginar este instante e enquadra-lo no vosso local habitual, pendurando, ou
não, pinturas pitorescas nas paredes.
De madrugada, pouco importa “a onde”, somente o meu café e
eu…
É, efectivamente, um lugar-comum e é nesse mesmo pequeno
universo que me encontrava quando, pela porta, entra um miúdo, pouco mais teria
que 5 anos, de nacionalidade alemã, e na posse do que fora em tempos um
brinquedo. Em grande agitação grita “ Das ist Kaput”, “das ist Kaput”. Imaginei
imediatamente a entrada de um segundo traquinas a correr pelo estabelecimento,
igualmente em grande forma, “Não fui eu”, “não fui eu”, “não fui eu”…

Nada de surpreendente ou assim tão extraordinário, em todo o
caso, quando a minha mente se coloca em “fuga”, tenho alguma dificuldade em
parar (risos).
Assim, imaginei os turcos a encetar contactos com Portugal,
visto termos um dos melhores potenciais humanos para tal profissão… basta imaginar
ou recordar muitos dos nossos vizinhos, colegas ou amigos… Temos finalmente a possibilidade
de dar uso a um dos nossos melhores recursos naturais… a nossa capacidade inata
de sabermos tudo o que se passa na vida dos outros, infelizmente muitas vezes
sabemos tão pouco da nossa…
Mas imaginem só o titulo do Jornal:
Autoridades turcas contratam comuns cidadãos portugueses
para agentes – 007 Ordem para escutar…
Uma óptima sexta-feira
Uma óptima sexta-feira
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