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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Day One

 
Não encontro, a bem da verdade, uma explicação clara e consciente da razão que me impeliu a iniciar este blog. Há muito que a decisão estava pensada, mas faltava uma razão… penso a ter encontrado numa expressão de Confúcio, que não deixa de retratar um pouco do que eu penso ter sido a minha vida nos últimos 15 anos e em relação aos quais procuro refrescar-me nos ventos da mudança.
Diz Confúcio que “os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido…”
A vida não é um jogo. Vivemos na era dos Sims 1, 2, 3 ou 4, mas quando a vida não corre de acordo com as expectativas criadas, não a podemos voltar a jogar de novo.
A vida é feita de sofrimento, desilusões, requer coragem e mesmo heroísmo para continuar e ultrapassar o peso do cansaço, a dor, a desilusão e o fracasso.
Existem alturas, em relação às quais não enfrentamos apenas os nossos fantasmas mas também os dos outros, e recorrendo a Sun Tzu, na sua “Arte da Guerra”, parte da solução está em nós mesmos, se conhecermos o inimigo e nos conhecermos a nós mesmos, não há que temer o resultado. Se nos conhecermos a nós mesmos, mas não conhecemos o inimigo, por cada vitória sofreremos também uma derrota. Se nem a nós próprios conhecemos, então a derrota é certa.
A “Terceira Nuvem à Direita” não vai ser muito mais do que uma infinita busca para relatar, ao próprio, pensamentos, opiniões ou simplesmente novos conhecimentos, que de outra forma, por preguiça ou simples inércia, não os atingiria.
O ser humano enfrenta diariamente uma dualidade difícil de atingir e que versa sobre aquilo que somos efectivamente e aquilo que gostaríamos de ser. Procuramos atingir algo de grandioso, contudo nem sempre temos presente que é no caminho e nas pequenas coisas que estão contidas a glória e o prazer.
Neste primeiro texto, cumpre dizer que gosto de uma escrita que liberta, gosto de palavras dispersas brotadas do mais fundo do ser, gosto de divagações que visam “animar a alma e aquecer o coração”.

A viagem está prestes a começar…
Não me despeço sem brindar às palavras, sim, porque elas, as palavras, fazem-me sorrir, sofro a paixão de cada letra, a ferocidade com que é escrita, seus ventos de revolta, tristeza ou paixão e faz-me sentir... simples enlaces... da escrita que sou...